Tem pouco mais de 10 anos que coloquei o meus pezinhos sagrados pela primeira vez numa casa de swing. “Que antro de perdição” pensei comigo mesma e, apesar de não dar de cara com um monte de gente transando, fiquei chocada.
Pela primeira vez eu vi shows de strippers completamente nus, passaram a mão no meu corpo pelo labirinto e transei com o Marcio pegando em outros pintos pelo glory hole (ooooooohhhhhhh! rsrsrsrs). “Vamos logo embora daqui”, falei pro Marcio, mas bastou chegar em casa (e lembrar da noitada) pra querer ir de novo no dia seguinte! (ok, culpada!). E como tudo nessa vida, as coisas mudaram em vários sentidos dentro do universo do swing.
Roupa de Swing
Começando pelas roupas que usamos (as mulheres, ta? Porque os homens continuam usando calça jeans e camiseta… humpf!). Naquele tempo as casas de swing tinham um quê de libertação e a gente vestia justamente aquele tipo de roupa que não poderíamos usar em nenhum outro lugar.
Nós íamos de lingerie (e mais nada), microssaias, vestidos extremamente decotados ou transparentes; no inverno um casaco era suficiente – só um casaco e mais nada por baixo. Quando o calor batia dentro da casa de swing a gente tirava o casado e andava pelada, dançava pelada, ia pro labirinto pelada, pedia uma bebida pelada… casaco novamente só na hora de ir embora.
Hoje? Não tem mais isso. Com o tempo as casas de swing ganharam espaço na sociedade, abriram as portas para curiosos e fica difícil dar a famosa desculpa “estamos aqui só de curiosidade” quando encontramos algum conhecido caso a roupa diga exatamente o contrário.
Ir numa balada liberal hoje em dia é tão normal quanto ir a uma balada sertaneja – a galera não se importa em tirar fotos na entrada, por exemplo, e postar no facebook – já vi até gente fazendo check in em casa de swing no seu perfil pessoal. Ninguém mais se veste com ousadia como há 10 anos, agora a roupa é colada e curta, normal como em qualquer balada.
Sexo no Reservado
Outra coisa que era mais comum naquele tempo é o sexo em si. As salas coletivas estavam sempre lotadas e as pessoas iam pras casas de swing para transar. Beber, dançar e conversar era só um complemento ou um quebra gelo antes da foda.
Pouquíssimas pessoas passavam a noite toda sem pisar no reservado, a grande maioria dos frequentadores ia pras salinhas e transava. Hoje ainda tem movimento no reservado, mas a maioria não transa – só olha e passa a mão nos outros. Aliás, corrigindo: a maioria de quem vai pra área dos reservados só olha e passa a mão nos outros, porque na verdade, a galera da balada liberal nem coloca os pés no reservado – preferem passar a noite bebendo, dançando e conversando.
Shows de Strippers
Os próprios shows mudaram. Há 10 anos os strippers começavam seus shows à meia noite em ponto (em dia de semana podia ser até antes disso). Eram shows muito bons, interativos, chamavam alguns frequentadores da casa de swing e se a pessoa não quisesse ir, logo chamava outra.
Hoje em dia os shows começam sempre depois da uma, uma e meia da manhã; há um enorme desrespeito com os frequentadores que interagem com os strippers – alguns confundem agressão com “sensualidade” e isso me deixa pasma. Recentemente vi um stripper forçando as esposas a participarem do show, e ainda deu um tapa na bunda da última esposa que aceitou interagir no show.
Vi uma stripper sufocar maridos sentando com a bunda na cara deles, já vi pisarem nos maridos com os saltos agulhas. Não sei em qual planeta isso pode ser considerado “show” ou “sensual” mas no meu mundo isso está longe de ser interessante. Depois ainda perguntam porque algumas casas de swing não oferecem shows de strippers. Eu, que sempre gostei de participar dos shows, não sinto mais a menor vontade – corro desses loucos!
Festas Fechadas
Outra coisa que mudou bastante foi a quantidade de festas que surgiram. Há 10 anos nem se falava em festa fechada e quando isso acontecia era para 10 casais no máximo. Vez ou outra a gente ouvia falar de festas em mansão, em casarão… era coisa de uma, duas vezes por ano. Hoje é possível encontrar uma ou duas festas por dia!
Fim de semana tem várias, e não são apenas para 10 casais, o mínimo agora é 40 (na média). Isso mostra que o swing cresceu absurdamente nos últimos 10 anos e com o crescimento (muitas vezes desregrado) vem um monte de coisas positivas e negativas. Mas não vou entrar nessa questão agora senão o post fica imenso! rsrsrsrs
Tem uma coisa que não mudou nesses 10 anos: a convivência de quem é do swing continua a mesma. Desde que entramos no swing encontramos mais pessoas legais do que pessoas chatas. Encontramos suporte, apoio, amizade, convivência fora das casas de swing.
E ainda hoje é assim, ainda hoje conhecemos pessoas diferentes mas que parecem que já são nossos amigos há um tempão! Com o blog então parece que eles sabem mais da gente do que a gente mesmo… kkkkkkk! Mas isso é bom, isso é gostoso, isso também é swing. A troca de casais para o swingueiro não se restringe ao âmbito sexual. Será que é por isso que tem crescido tanto? As pessoas estão encontrando no swing algo mais do que sexo? Boa pergunta, mas para um outro post. Por hoje é só!
Beijosssssssss
Olá boa noite
Somos casados a 8 anos eu tenho 27 anos ela 22 estamos a procura de casais que esteja afim de fazer certas fantasias já fomos a 3 casas de swing mais não foi realizado até agora nossa fantasia nem a minha tanto a dela também não somos novos mais temos curiosidade somos de São Paulo capital.
Grande Abraços a todos
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Adoramos o post queridos.
Realmente mudou muito desde quando entramos no meio aos dias de hoje.
Mas estamos abertos ao novo rs
Ir em balada liberal hj não é para praticar swing e sim o sexo sem qualquer vínculo com o casal nem precisa saber o nome.
A chave para curtir swing é frequentar as festas certas que são frequentadas por casais adeptos do swing em nosso ponto de vista nos dá até mais segurança para se divertir e liberar as fantasias.