Contos Eróticos

Gang Bang no Meio Liberal

Se existe uma fantasia que divide opiniões dentro do meio liberal, ela é o gang bang — que é quando o sexo rola entre uma mulher e três ou mais homens ao mesmo tempo. A fantasia é antiga, comum, presente em filmes, contos, conversas e grupos privados. Mas, curiosamente, é também uma das que mais geram julgamento… e o pior: não de fora, mas de dentro do próprio meio, por pessoas que se dizem liberais. (Eca, viu! To pegando um ranço desse tipinho…)

E aqui fica o ponto central deste texto: como alguém que se diz defensor da liberdade sexual pode, ao mesmo tempo, atacar, diminuir ou humilhar outra pessoa por uma fantasia que não envolve ninguém além de adultos consentindo?

Calma lá, gente, tô achando que “defensor da liberdade sexual” é um termo muito forte pra essas pessoas. Acredito até que os críticos liberais não defendem po** nenhuma além do próprio prazer – numa pegada mais pro lado da sociopatia mesmo. Não se importam em “ser” liberais, apenas em realizar as próprias fantasias. E aí, a gente lembra, que no meio não são só as fantasias sexuais que desejam ser realizdas. Porque a unica coisa que eles mostram, com tanto julgamento, é contradição, incoerência e hipocrisia.

O gang bang é uma fantasia incrível, comum e legítima — e o fato de ser pouco discutida só aumenta o tabu, quando deveria ser tratada com naturalidade.

A fantasia existe

Cada vez mais mulheres liberais têm se permitido dizer que sentem vontade de viver experiências com múltiplos homens. Algumas querem explorar o prazer de ser o centro das atenções. Outras buscam uma sensação de entrega. Tem quem veja como empoderamento. Tem quem veja apenas como tesão, e está tudo bem.

O problema definitivamente não está na fantasia. Está na reação de parte da comunidade liberal, que, ao ouvir “gang bang”, muda a expressão, torce o nariz, faz piada e lança julgamentos disfarçados de “opinião”. (Como se o desejo dos outros precisasse caber no limite da imaginação de cada um… hahahaha)



Gupos de Gang Bang

Uma das maiores críticas que surgem é: “Ah, mas gang bang não é seguro, são homens aleatórios, é objetificação.”

Há duas formas de rolar um gang bang: em casas de swing/baladas liberais com desconhecidos aleatórios que vão chegando perto (minha especialidade, diga-se de passagem hihihi). E também existem grupos de singles (geralmente já experientes no meio) formados justamente para isso. São homens que claramente expressam interesse nesse tipo de fantasia e que se oferecem voluntariamente para participar. E a lógica desses grupos é simples e totalmente consensual:

  • a mulher escolhe com quem quer transar;
  • os homens escolhem se querem participar daquela experiência específica;
  • ninguém é obrigado a nada;
  • tudo é acertado antes;
  • consentimento é regra absoluta.

Ou seja: existe liberdade de escolha dos dois lados. E todos entram na experiência porque querem — não porque foram pressionados, enganados ou objetificados. Chamar isso de “desrespeito”, “degradação” ou “objetificação” é ignorar completamente a lógica do meio liberal, que sempre foi baseada em consentimento, autonomia e desejo mútuo.

Liberdade sexual x objetificação

Existe uma confusão frequente entre fantasia e objetificação. Há quem defenda que a liberdade sexual só existe na esfera da objetificação, pois está inserida em um contexto patriarcal, herdado em nossa sociedade e impossível de ser “escolhido” para ser tratado como liberdade.

Então vamos esclarecer: objetificação é quando alguém reduz uma pessoa a um objeto sem o consentimento dela. No gang bang — quando ocorre de forma organizada, negociada e desejada — o oposto acontece: a mulher deseja ser a protagonista da própria fantasia.

A confusão acontece porque, para muitos, ainda é difícil aceitar que uma mulher possa:

  • querer vários homens;
  • expressar desejo sem culpa;
  • ser protagonista do próprio prazer.

E por que isso incomoda tanto? Porque vivemos em uma sociedade que celebra o homem com várias mulheres, mas ainda torce o nariz para a mulher que assume múltiplos parceiros. Mesmo dentro do swing, onde teoricamente todo mundo deveria entender que fantasia é fantasia.

E aqui fica a reflexão: se o meio liberal não consegue acolher uma fantasia consensual entre adultos, quem vai? Se nós, liberais, começamos a censurar os desejos dos outros, então estamos perdendo o sentido da palavra “liberdade”.

Fantasia não precisa de aprovação coletiva

Ninguém é obrigado a querer, mas todo mundo é obrigado a respeitar. Quem gosta, vive. Quem não gosta, não participa. E vida que segue.

Se o meio liberal quer se manter como um espaço seguro, verdadeiro e coerente, precisa abraçar todas as formas de prazer que existam dentro dos limites do consentimento. Inclusive — e principalmente — aquelas que fogem do swingão raiz da troca quadradinha.

E isso começa por acabar com o julgamento, o deboche e o moralismo interno. Que comece com quem realmente se importa com o meio.

Beijossssssssssssssss

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