Esposas Que Se Encantam por Outros Caras

“Aqui você não trabalha” um single delícia me disse enquanto transávamos. A experiência de sair com ele foi espetacular, mas essa frase me fez pensar em quantas esposas se encantam por outros caras porque são muito bem tratadas – ou porque são muito mal tratadas por seus próprios maridos – e muitas só percebem a diferença quando estão com outra pessoa.

A gente sabe que o maior medo de quem entra no meio liberal é perder o parceiro para outra pessoa. Por mais que seja um pensamento irreal, na maioria das vezes em que um casal se separa depois de entrar no swing, é por causa da dinâmica da relação. Já não andava tão bem assim e só faltava ter certeza.

Imaginem a vida de um casal normal: rotina, os dois trabalham, talvez só o marido trabalhe fora e a esposa seja dona de casa, ou talvez os dois trabalhem fora e a esposa ainda é a responsável pelos trabalhos domésticos (a famosa jornada dupla). Nem sempre ela tem a colaboração de todos os moradores da casa, algo normal em qualquer lugar onde morem mais de duas pessoas.

Mas nem sempre é assim que acontece, principalmente quando se tem filhos pequenos. No fim, a mulher acaba assumindo o papel de trabalhar dentro de casa, independente da sua profissão, e ponto final.

E tem mais cobrança

Acho cruel que várias mulheres ainda são cobradas sexualmente por seus maridos, como se não bastasse a jornada profissional e a jornada do lar. A terceira jornada, o trabalho sexual, é um dever que muitas mulheres encaram diariamente. Com a obrigação de “trabalhar” para que seus homens sejam saciados emocionalmente e se sintam desejados por elas. Para esses maridos, não basta apenas ter desejo por suas esposas, eles precisam sentir que elas também os desejam.

E isso implica em cobranças do tipo “você não me chupou”, ou “você nem me mandou um nude hoje” ou “cadê você sentando na minha rola pra me fazer gozar, enquanto eu fico aqui deitado numa boa”.

A repetição dos pedidos para que a esposa se prepare, esteja linda, exuberante e ainda incorpore uma ninfomaníaca depois de um dia intenso de trabalho é tão constante que faz com que muitas mulheres se acostumem a dar prazer, mas não a receber; a serem sempre ativas mas nunca passivas; a estimularem seus parceiros, mas nunca permitirem serem estimuladas.

Livres, finalmente!

De repente, quando menos se espera, essas mesmas esposas encontram alguém que lhes diz: “aqui você não trabalha” e se sentem livres! E não estamos falando de trabalho profissional ou doméstico: estamos falando de sentir prazer. Essas mesmas mulheres não precisam se esforçar para estarem lindas e exuberantes para serem aceitas, também não precisam mostrar que desejam seu parceiro, elas apenas são desejadas e isso basta para que o sexo aconteça; elas não tem que dar prazer a ninguém, apenas precisam existir para receber prazer.

CARALHO, É O PARAÍSO!!

Até que ponto esse paraíso realmente existe? Como compreender que o paraíso dura algumas horas e não a vida toda? E, mesmo que essas mulheres decidam viver o paraíso a vida toda, elas nunca retribuiriam o prazer que estão recebendo?

Acredito que é nessas reflexões que algumas mulheres se perdem, se confundem e se encantam com algo que não faz parte do seu dia a dia. É tranquilo ser um doador generoso de prazer durante algumas horas, mas para que a vida faça sentido é preciso, também, receber prazer.

Por outro lado, viver experiências completamente fora da sua rotina é um dos melhores momentos de lazer que o ser humano pode ter. Fazemos isso toda vez que passamos uns dias na praia ou viajamos no feriado prolongado. Sabemos que não é a nossa vida, mas faz muuuuuito bem fazer de conta que é, nem que seja por pouco tempo.

Não são as experiências diferentes que destroem nossa vida a dois; o que destrói é a ilusão de que o diferente vai continuar diferente se escolhernos transformá-lo em rotina.

Marinna Roty

Repensando

Devo confessar que tenho um marido incrível, que me trata muito bem, como uma rainha, todo dia. E que já não sou tão novinha, por isso minha compreensão de vida vai muito além de uma experiência maravilhosa ou de um momento ruim. É por isso que senti vontade de escrever esse post, para que você, amiga que ainda está no começo da jornada liberal, lembre que um único momento com um cara nunca substitui uma vida inteira de momentos com o seu cara.

Mas se você ficou tão impactada com esse único momento, talvez seja hora de repensar. O que te faz manter um compromisso com alguém que não te energiza como você precisa? Estaria você sendo muito egoísta segurando essa pessoa do seu lado? Ou seria só medo de seguir a vida sozinha?

Beijosssssssssss

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