Sexo em Público à Luz do Dia
Existem limites para o que um casal liberal pode fazer? Até que ponto podemos ir com a nossa liberdade sexual? Será que a sociedade não está sendo careta demais ao se incomodar com sexo ao ar livre em plena luz do dia? Essas – e outras questões – chegaram até mim em forma de convite para participar do Jornal da Manhã na Jovem Pan Floripa no último dia 18 por conta de alguns acontecimentos no Estado Catarinense. Um casal transou na Lagoa da Conceição em plena luz do dia com pessoas à sua volta, outro transou à noite na praia de Cabeçudas Itajaí e outro caso de pessoas transando em lanchas no Caixa D´aço.
Mas esses são apenas alguns dos que casos que viraram notícia – nós mesmos presenciamos diversas cenas de sexo em público não só nos últimos dias, mas há um bom tempo. A prática do dogging, por exemplo, é um sexo público e nem por isso ele deixa de ganhar adeptos a cada dia. A minha pergunta é: qual a diferença, se é que ela existe, entre o casal na Lagoa da Conceição, as milhares de pessoas que transam nas ruas durante o carnaval e eu e o Marcio no dogging de São Paulo?
Fantasias
A resposta mais óbvia é: um foi filmado e o outro não. E talvez essa seja mesmo a única diferença entre os milhares de exibicionistas pelo mundo afora. Transar em público é uma fantasia comum e para cada exibicionista existe um vouyer de plantão, que filma, fotografa e alimenta a fantasia. Vale lembrar que não é só no Brasil que as pessoas gostam de “correr riscos” por uma transa; a gente é atraído pelo proibido, seja um simples desconhecido ou alguém famoso (Hugh Grant que o diga!).
Além disso é importante registrar que fantasias sexuais não tem nada a ver com doença mental, embora muitos moralistas acreditem piamente nesse erro. Inclusive, um dos casos citados na rádio, foi de um homem andando nu pela rua; mas como ele era autista, o júri social absolveu-o rapidinho (tadinho… ele é doente…). Se a fantasia ou fetiche sexual não estiver causando prejuízo à pessoa, não há patologia.
Sua Opinião
[yop_poll id=”35″]
E o futuro?
Mas o ponto que eu quero discutir no texto é será que o sexo será visto no futuro como algo natural – consequentemente permitido em locais públicos? Em 1961 era proibido usar biquíni no Brasil (acreditem!!) em nome da moral e dos bons costumes. E tem mais: andar de skate, tatuar o corpo e tantas outras coisinhas que já foram consideradas imorais no passado, hoje são plenamente aceitas.
O lance da “moral” é justamente um problema porque ela muda de pessoa pra pessoa – enquanto alguns dizem para os filhos que eles nasceram do sexo dos pais, outros juram de pé junto que seus filhos vieram da cegonha. Sexo para uns, é tão normal quanto respirar; para outros, é digno de cadeia! E como é que os casais liberais ficam no meio dessa história? Pode fazer sexo onde bem entender?
Eu sou da opinião de que se eu quero respeito, eu preciso respeitar quem pensa diferente de mim. Se eu estiver num lugar que não é liberal – com famílias por perto ou mesmo casais que não são do meio – fico na minha. E esse é o meu limite. Agora se estiver num lugar vazio, ninguém por perto, não vejo porque não transar se der vontade. Inclusive, entramos na Big Wheel ontem de manhã pra dar uma rapidinha lá no topo de BC. A primeira coisa que vimos foi uma câmera gigante filmando tudo o que acontece dentro da cápsula – abortamos o sexo e curtimos o passeio.
Assumindo a responsabilidade
É claro que não fomos os únicos a ter essa brilhante ideia (kkkkkkkk) porque já vi dezenas de vídeos de casais trepando lá dentro. E é com isso que vou terminar o post de hoje: cada um faz o que acha que tem que fazer. Não sou eu que vou dizer “nada de transar em público” porque acredito em um mundo liberal mais liberal de fato. Porém, eu PRECISO dizer que ser liberal também é ser responsável por seus atos.
Isso quer dizer que você é livre pra transar onde bem entender desde que arque com as consequências. E elas podem ir desde vídeos flagrantes viralizando por aí até multa e prisão (art. 233). Se pra você vale a pena, vá em frente. Aqui abaixo segue uma lista de sugestões pra quem não se importa com sexo público. Nós, Marina e Marcio, temos que estar muito fora do nosso normal pra rolar algo público, como aquela vez que matamos duas garragas de vinho e transamos dentro do carro na marginal. Mas sem sombra de dúvida, preferimos a segurança de um ambiente liberal próprio para realizar nossas fantasias.
Beijossssssssssss
COMPLEMENTO: Entre a publicação do post e a manhã de hoje recebi o seguinte link:
https://www.chapeco.org/noticias/37411/policia-investiga-posts-com-cenas-de-sexo-caixa-daco-no/
dizendo que a polícia está investigando e já identificou as pessoas transantes nas lanchas e na roda gigante. Acho que nossa decisão de não transar na Big Wheel foi a mais adequada. Só acho… 😉
https://papo18.com/brasil-6-lugares-para-fazer-sexo-ao-ar-livre/
https://www.areah.com.br/vibe/relacionamento/materia/188120/1/pagina_1/9-lugares-para-transar-em-publico-e-nao-ser-pego.aspx
Quando é em público digo que seria o “mexer com imaginário” Sem “apelar”! Numa praia do Nordeste, o taxista citytour comentou de uma praiana com a ponta superior das nadegas, mesmo com biquíni, “sugerir” que ela era penetrada. Depois havia um arbusto e ficamos embaixo dele numa “sombrinha”; desci meu calção e ele a calça, ficamos de sunga, ele buscou me roçar de leve, consenti, e ai a posição de enamorados surgiu, que adoro, discreto deslizei para sentir um pouco de ereção dele, surgir!
Ouvimos dizer que na Suécia já não é mais proibido se masturbar e até ejacular em público; como sociedade esclarecida os que querem fazer isso evitam fazê-lo quando há menores de idade por perto.
Em Barcelona parece que não é mais proibido andar nu em público e mesmo lugares privados, a não ser que haja proibição explícita disto afixada na entrada.
Há tempos a Playboy publicou que Elba Ramalho andava nua por todos os lugares em Trancoso, quando ainda não havia virado mais um lugar ‘hypado’…
Ninguém em sã consciência leva a família no Caixa d’Aço em pleno carnaval (então consideramos normal o que ocorreu).
Já fomos observados trepando na Galheta por um senhor idoso que ae masturbou, ejaculou e saiu sem fazer escândalo; não havia menores por perto e todos em Floripa sabem que lá é lugar disso.
Qual casal que não viu outro casal trepando na praia ou um single dotado se masturbando que não foi logo em seguida procurar um cantinho para aliviar o tesão?
Enfim, sexo em público será considerado cada vez mais normal e basta o bom senso de cada um (em fazer/filmar/divulgar) para que isso não vire caso de polícia ou escândalo desnecessário.
Marina, qdo estive na cidade de CAP D Agde, na França, a principio me assustei muito com a liberdade oferecida, pois não estamos ainda acostumados. Praias de nudismo onde o sexo era totalmente liberado, andar pelado pela cidade em algumas regiões, muita pegação explicita em boates, espaços para troca de casais e trisal, mas tudo estava muito bem definidos em regras claras e focadas, onde vc sabe que quando esta indo para esta linda cidade Balnear, esta indo em busca desta liberdade, acredito que num curto espaço de tempo teremos vários destes lugares liberados no mundo e porque não aqui.
Nem os Etruscos sobreviveram a tal nível de liberdade, segunda consta registros históricos (e até onde sei) eram a sociedade mais “liberal” que a humanidade já teve.
Marina, questão é que como todo grupo social, temos que ter conjunto de normas, isso começa inclusive em nossa própria casa, é assim desde que o mundo é mundo. O termo utilizado pela colega já diz tudo “em público”, aí e preciso ter-se em mente que o público tem um conjunto de normas e regras que se sobrepõem às nossas vontades e desejos. Outra coisa é que temos a mania de acharmos e ou projetarmos que o outro, o terceiro, tem a “obrigação” de ter o mesmo grau de interpretação e mais ainda maturidade similar a nossa. Tipo, ignoramos que cada um tem suas limitações, inclusive psíquicas. Eu tenho uma ligeira desconfiança por exemplo que se um cara, principalmente se ele tiver 25cm de membro decidir simplesmente andar nu em qualquer praia, ele será hostilizado. Aí perguntemo-nos: o que fere mais o pudor? um homem caminhando nu simplesmente porque lhe deu na telha ou um casal fazendo “acrobacias tantricas” aos olhos publicos? É a velha história: tudo é válido desde que não me atinja. A gente aqui no ocidente somos extrapolados demais, deveríamos ao menos sermos mais gratos pelo que temos, sobretudo aqui no Brasil. Temos carnaval, temos praia de nudismo, as mulheres de modo geral já podem andar semi-nuas mesmo no dia a dia, mas é sempre esse mimimi de que tá tudo controlado, tudo limitado, pelo amor de Deus né gente.. vamos dar uma voltinha nos outros 191 países pra vermos se nós brasileiros somos tão infelizes assim.
Muito bem colocado, Thug, pra viver em sociedade é necessário estipular normas.
obrigado. E me permita fazer mais um adendo: não se trata apenas do que eu faço com meu corpo, isso porque achamos que só atingimos alguém se necessariamente o fizermos fisicamente , lembremos que o ser humano , diferente de outros animais, tem a composição FÍSICA/ MENTAL E ESPIRITUAL. Aliás, até mesmo alguns seres sencientes tem o viés do pudor. Cães e equinos detectam de longe quando mulheres e ou homens estão no cio, e são até mesmo capazes de serem excitados pelo estímulo visual. Oras, se um ser que nem consciente o é, de 4 patas, atinge tal nível de pudorismo, o que dizermos a cerca de nós humanos. Putaria?? ótimo, mas faça em local próprio, ambiente próprio. Um teste mais cotidiano? experimenta transar todos os dias no mais alto e bom tom com super gemidos provenientes do prazer pra ver se em poucos dias o síndico não convoca uma reunião?!! E não tem nada a ver com hipocrisia ou limite, é que simplesmente cada um é cada um e cada qual com seu devido “timing” nos devidos ambientes. Muitos que aqui podem vir a dizer “ahhh que besteira” se flagram um casal nas escadas do prédio, são os primeiros a perguntarem se (normalmente) “o cara n tem dinheiro pra levar pro motel.. ” ou se o casal (flagrado) não tem casa .. principalmente se o flagrante for na companhia da esposa e ou filhos.
A pergunta da enquete foi sobre o que eu faria, e eu prefiro não correr o risco. Mas, se ela fosse sobre o que eu acho (moral /eticamente) da prática, diria que é totalmente aceitável.
O que a sociedade precisa entender é a distinção entre ofensa e dano. Dano não permite escolha por parte da vítima, ofensa sim. Se eu te dou um soco, você não pode escolher se vai machucar muito ou pouco. Mas, se eu beijo um homem na sua frente, mostro minhas tatuagens, falo mal do deus em que você acredita ou até mesmo se eu digo que te acho feia (o que seria uma mentira deslavada, aliás), você tem nas mãos algum poder de decidir se aquilo vai acabar com seu dia, se vai passar batido ou mesmo se você vai gostar.
Nós (sociedade) deveríamos sempre buscar coibir as ações que causam dano e ser muito mais tolerantes com as que apenas podem causar ofensa. E cada pessoa deveria, para seu próprio bem, fazer o esforço de se tornar uma pessoa difícil de ofender.
Excelente, Fernando, obrigado pelo seu comentário preciso. Beijossssssss