Opinião MM

O Mito das Brigas Entre Influencers

Encontramos na Inner neste fim de semana a Ana e o Junior, alguns de vocês os conhecem por Brazilian Hotwife. Passamos um bom tempo juntos, rindo e conversando, colocando o papo em dia… e nesse meio o Junior lembrou de uma vez que um seguidor deles perguntou se eles eram brigados com Marina e Marcio. “Bora fazer uma foto juntos pro povo ver o tanto que a gente é brigado” — ele falou, sorrindo ironicamente.

Isso me fez pensar que essa ideia de que existe rixa entre perfis famosos no meio merecia um post só pra ela – quem sabe assim a gente esclarece de vez o que realmente acontece nos bastidores do swing.

Porque as pessoas precisam de “histórias” dos outros

Existe uma fome por histórias que não são nossas. Uma ânsia quase biológica de tentar entender — ou inventar — o que acontece por trás das cortinas. E quanto mais público alguém é, mais o público parece achar que tem o direito de preencher os vazios com a própria imaginação.

Impossível não lembrar do mito Xuxa x Angélica x Eliana. Há anos elas não são mais apresentadoras infantis, mas até hoje rola conversinha de que elas são brigadas. E sempre que aparecem juntas em eventos, fica aquela sensação de “união” no ar, como se as três juntas fossem a esperança para o fim das brigas entre os humanos.

E, na internet, todos sabemos que o que rende cliques não é a informação, a educação, nem muito menos reflexões profundas. Já a fofoca… é um dos mais acessados. A fofoca é o tempero do tédio, a ficção barata que alimenta quem confunde proximidade digital com intimidade real. Daí pra transformar o que a pessoa pensa que é em “verdade”, pode ser um simples clique em compartilhar.

O povo se alimenta de fofoca porque a fofoca é um espelho onde as pessoas projetam o que não querem ver na própria vida. É mais fácil dizer que Marina e Marcio (ou qualquer outro famoso) brigam com todo mundo do que reconhecer a própria vontade de chutar o pau da barraca com aquele chato que você não suporta conviver.

Diferentes amizades

O meio liberal — esse universo que mistura liberdade sexual, autenticidade e exposição — é um prato cheio pra isso. Todo mundo se conhece, todo mundo acha que sabe de tudo, e muita gente esquece que nem todo laço será eterno. Há relações que foram pontes, outras chegaram pra ficar; algumas parcerias que foram intensas e necessárias no seu tempo, mas que, como qualquer processo de crescimento, nem sempre seguem o mesmo caminho. Nem por isso, deixam de ser importantes ou relevantes para nós seres humanos.

O mesmo acontece com as amizades. Não é todo mundo no meio liberal que vai se tornar seu amigo do peito. Há os amigos de balada – ótimas companhias na hora da diversão; há que se torne parte da sua família – são mais próximos que irmãos; e há aqueles que não vão com a sua cara – e vão preferir manter distância de você. Normal. Vou repetir pra ficar bem gravado: NORMAL!

E também tem os que só fingem ser amigos. Aqueles que sorriem nas fotos e dão tapinhas nas costas mas no fundo querem se aproveitar da posição que você conquistou com muito trabalho e esforço. Aqueles que precisam da comparação para saberem quem são ou reforçarem a própria importância. Esses existem em qualquer meio — o liberal só deixa isso mais claro. E se ficar distante dessa gente é ser briguento, aceitamos o título com muita honra.

Lealdade fora dos holofotes

Por que a verdade é que amizade não se mede pelo quanto você aparece na internet. Ela está na lealdade quando ninguém está vendo. Quando o mundo está desabando, quando você sai de relações lindas de se ver mas tóxicas de viver.

Depois de tantos anos no meio liberal, entendemos que é nessa lealdade que mora a real felicidade. Poder dizer que temos vários amigos assim – como a Ana e o Junior, a GataaaSP, a Thay Kazada e tantos outros – é um privilégio de poucos.

Então, se você não vê uma foto nossa com o seu influencer preferido, não tire conclusões de novela. A vida real é mais simples (e mais bonita) do que o povo imagina: cada um no seu tempo, no seu rolê, no seu processo.

A gente segue admirando, torcendo e, principalmente, vivendo.
Porque o que realmente importa — dentro e fora do meio — é saber quem continua do seu lado quando as câmeras se apagam.

Beijosssssssss

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *