Coluna Marcio

Nunca Mais Broche no Swing

Seria um sonho? Uma utopia? Algo impossível? Como isso pode acontecer?

Desde que iniciamos nossa vida no swing, presenciamos ou ficamos sabendo de inúmeros casos onde o homem não consegue ter ereção durante uma festinha no swing.

Sinceramente, isso é uma coisa que nunca me preocupou, nunca pensei no nosso início da minha vida no swing que algo assim poderia acontecer comigo. Creio que por esse exato motivo, praticamente nunca ocorreu. Consigo contar nos dedos de uma mão as vezes que tive algum problema de ereção em uma festinha.

Mas então, por que será que é tão comum isso acontecer?

Esse tema vem me intrigando já faz um bom tempo e já faz um tempinho que comecei a estudar mais sobre isso, por esse motivo, decidi montar um workshop onde vou passar algumas orientações do que é útil para mim.

O principal fator que desencadeia esse problema, é o fator emocional. Fatores ligados à ansiedade ou à insegurança. A dúvida se conseguiremos ter uma ereção. Esse simples questionamento em nossa mente já pode gerar um bloqueio emocional que irá atrapalhar na hora H.

Outros fatores que às vezes são relacionados à camisinha por exemplo, não passam também de fatores emocionais. Muitos homens não funcionam direito usando camisinha, simplesmente pelo motivo de eles acharem que não irão funcionar com camisinha. Simples assim.

Parece algo tão simples né? Quem dera fosse!

O segredo está em fortalecer o seu lado emocional, o que já irá resolver boa parte do problema.

Tá, mas como fazer isso? Como ter essa segurança? Uma das maneiras que conheço e que experimentei desde jovenzinho, é o treino. Simples assim? Para muitos casos pode ser.
Você só estará seguro em participar de uma corrida de 15Km se já tiver treinado para isso e saber que vocês consegue. Sem ter tentado antes e conseguido alcançar com sucesso essa marca, é praticamente impossível você se sentir seguro em percorrê-la.

E como seria esse treino?

A Marina já vem me pedindo faz tempo para eu montar um workshop para homens para explicar de uma forma mais direta o que seria esse treino. Conversamos sobre isso ontem novamente e resolvi montar, logo logo vou colocar aqui no Blog as informações.

Concordei com ele em montar o workshop pelo motivo de ser muito difícil explicar aqui em palavras o que são, como fazê-lo, quais exercícios fazem parte desse treino. Em um workshop, mesmo que virtual, ficará mais fácil mostrar através de imagem como realizo cada um.

Só o treino irá resolver?

Para a grande maioria sim, mas é claro que existem outros fatores que podem atrapalhar uma boa ereção na hora do sexo, estado físico, nível de bebida, drogas e uso da camisinha são alguns deles.

Vamos falar um pouco sobre cada um.

Forma Física

Você tem ideia da quantidade de calorias que gastamos durante uma relação sexual? E se for uma festinha então com várias pessoas, piorou né?

O ato sexual é uma atividade física e estar com o corpo preparado para esse exercício é fundamental. Uma boa circulação de sangue, batimento cardíaco regulado, pressão arterial, tudo isso pode sofrer alterações drásticas se você não tiver o mínimo de condicionamento físico. A saúde do corpo influencia sim na qualidade do sexo.

Bebida ou Drogas

Tenho certeza que uma das vezes que falhei na hora do sexo foi por consequência no nível de bebida alcoólica que tinha ingerido. Estava com uma menina linda, gostosa, morenaça, mas nada. Nesta noite tinha ingerido bastante bebida, estávamos comemorando o sucesso de alguns projetos e isso acabou atrapalhando na hora do sexo. Se a intenção da noite é rolar uma festinha, cuide com a quantidade de bebida que irá tomar. Procure descobrir o seu limite, até onde você consegue beber sem que isso atrapalhe o restante da sua noite. Eu descobri esse meu limite e procuro não ultrapassá-lo.

O uso de algumas drogas sintéticas também atrapalham a ereção. Eu não uso e nada contra quem gosta de usar, só fique ligado que algumas delas pode provocar a disfunção erétil no homem, ou seja, nada de ereção para quem usa.

Camisinha

Já falei tanto sobre esse tema, mas continuo percebendo que muitos homens sofrem na hora de colocar uma camisinha. Já vi cada coisa que parece até piada.

Existe uma quantidade absurda de homens que estão no swing e que não sabem colocar uma camisinha direito. Acabam perdendo muito tempo tentando encapar o brinquedo e durante essa tentativa, muitas vezes, a ereção vai embora.

Nós homens, precisamos ser especialistas em camisinha! É uma obrigação nossa saber como utilizá-la direito, sem sacrifício. Vou abordar bastante esse tema no meu worskshop, pois vejo que é algo muito necessário para muitos.

Outra dica importante é deixar a camisinha sempre perto de você. Na hora do rala e rola, é super chato dar aquela parada para ir até algum lugar buscar uma camisinha ou ficar procurando, ‘onde será que ela está?’. Durante esse tempo, o seu tesão e o da outra pessoa vai naturalmente baixando e muitas vezes o processo de excitação precisa ser reiniciado do zero.

Mas Marcio, existem outros fatores também? Claro, existem casos críticos que precisam de um acompanhamento psicológico para tirar algumas travas.

Existe também o caso de homens que não conseguem ter a ereção se estiverem na frente de outras pessoas, pessoas simplesmente olhando ou interagindo também perto deles. Muitas das interações sexuais no swing ocorrem desta forma, com outras pessoas ali junto. E como superar essa trava? Treino, também é possível treinarmos em casa para que essa situação se torne mais tranquila.

Bom, já falei demais né?

Fiquem ligados então que logo logo estarei lançando esse workshop!

Fui!

9 comentários sobre “Nunca Mais Broche no Swing

  • Interessante. Gostaria de participar do workshop.

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  • Olá, gostaria de relatar minha experiência com o assunto em questão.

    Somos casados há mais de 10 anos.

    Tivemos algumas experiências no mundo liberal há mais ou menos uns 6 anos atrás. Ela sempre foi insegura e por conta disso nunca havia rolado nada além de um exibicionismo ou sexo no mesmo ambiente, e até onde eu lembro nunca tive problemas de ereção nessa época. É como se o tesão de estar vivendo algo novo e a possibilidade de rolar uma interação com outras pessoas fosse maior do que qualquer neura ou insegurança.

    Após um certo tempo a vida deu uma reviravolta e ficamos esses 6 anos sem ter alguma experiência liberal, mas volta e meia fantasiando experiências ou tocando no assunto.

    Recentemente voltamos a sair e ela com uma nova perspectiva sobre isso tudo, decidida em ter uma experiência diferente e dessa vez segura para envolver outras pessoas. O que aconteceu comigo? Broxei… Kkkkkkk eu tinha bebido bastante, fomos no impulso, eu fiquei muito nervoso e talvez inseguro. MAS ela teve uma experiência muito legal, adorou, a fez se sentir desejada, foi uma ótima experiência, mesmo eu não conseguindo participar ativamente. Infelizmente deixei minha insegurança passar para ela e decidimos frear a noite, mas foi maravilhoso. Depois em casa transamos e durante dias relembrando tudo que aconteceu nossas transas foram incríveis.

    Fomos de novo. Dessa vez foi tudo diferente, e bom de uma maneira diferente também, trocamos olhares com outros casais, MAS, eu não estava me sentindo seguro para fazer uma troca. No fim fomos para uma cabine só eu e ela e advinhem? Não subiu… Acho que aqui o erro foi não aceitar que apesar de termos tido oportunidade, deixamos ela escapar e deveríamos ter tentado outra coisa. Eu joguei a toalha cedo de mais.

    Fomos mais uma vez, AGORA VAI, né? E foi. Eu tive uma ereção e gozei finalmente MAS, a interação que tivemos não acabou tão bem quanto eu e ela gostaríamos. Não vou entrar em detalhes, mas é possível que o “sortudo” acabou sendo acometido pelo mesmo mal que estamos aqui debatendo. Que ironia…

    Enfim, eu sigo otimista e encaro isso como sendo parte do processo, no nosso caso, de redescoberta do mundo liberal, pois ficamos bastante tempo longe e agora muita coisa mudou.

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    • Oi CasalRedescobrindo, são muitos fatore, muitos mesmo!
      Já passamos por diversas situações e a grande maioria estava relacionada com todos esses fatores emocionais.
      Vou falar mais sobre isso e a ideia do workshop é passar algumas orientações, uma forma de cada um fazer uma autoanálise e trabalhar nos pontos que entendem que precisam ser melhorados.
      Agora, o que pode ser feito de imediato é o cuidado com fatores como o que você relatou no início, que não são emocionais, bebida e drogas por exemplo.
      Um grande abraço e obrigado pela participação!

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  • Thugboy disse tudo. Na boa não adianta treino nenhum se o mente do fulano esta tendendo mais a preocupação se ele vai broxar, se a mulher dele tá delirando com outro, se na mente do cara aquela perguntinha está lá atrapalhando sempre, será que dou conta, coisas do tipo. Experiência própria o bilau sobe de boa depois de ir varias vezes e ver a troca/swing como algo comum, como por exemplo ir na padaria comprar pão. Não tem muito segredo é só ir, ir, ir até a mente cair na real que é uma noitada como outra qualquer sem stress, poucos conseguem chegar nesse nível. Ótimo tema Márcio, os pontos abordados no texto são de extrema importância sem sombras de dúvidas. Swing bom é quando você tá nem ai pra nada e sem cobranças ridículas. kkkkkkk. E eu aqui desde 02/2020 sem fazer um swinguinho se quer, kkkkkk.

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    • Ola Marido1978, quando me refiro a treino no post, não é treino simplesmente do corpo. É um conjunto de coisas, a mente também precisa ser treinada. Treinada para superar alguns bloqueios, pois para isso, não existe remédio, não existe milagre. Os fatores emocionais só serão superados com o treino da mente, simples assim.
      Existem casos que são mais complexos e somente a ajuda de um psicólogo, através de terapia para superar.
      O exemplo que você deu para o seu caso é exatamente isso, sua mente foi treinada com o tempo, você não deixou de frequentar e depois de várias vezes tudo aquilo passou a ser algo normal em sua mente.
      Existem alguns treinos mentais que podem ser feitos em casa, isso acaba ajudando muito nos momentos com outros casais.
      Abraço!

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  • sem desmerecer o artigo, eu acho que o sucesso do Márcio se deve ao fato que você de fato é swinger-liberal, como diz o termo: desencanado. Maioria esmagadora mesmo tendo anos no meio ainda não desencanaram. Marina como psicologa sabe bem disso. Então se fossemos enumerar os exemplos de insegurança, controle e afins, não caberia num só artigo. Vai desde homem que quer mostrar que “aguenta”, a aqueles do “será que ela vai curtir mais o Pa-L dele do que o meu”, “”é o cara transando com a amiga mas olhando a cara da conjugue pra ver se ela ta fazendo mais caras e bocas no pa_L do outro mais do que quando está com ele…” entre outros exemplos que poderíamos discutir por horas. A segurança que vocês MM tem como casal pra esse estilo de vida é pra poucos. E ae n tem como brochar!!!

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    • Oi Thugboy, obrigado pelo comentário.
      A ideia do que escrevi é exatamente essa, provocar uma análise dos fatores emocionais que podem atrapalham na hora da interação.
      A segurança da minha relação com a Marina dentro do meio liberal na verdade não tem muita relação com isso. Acredito que diversos outros casais possuem uma segurança igual ou até maior do que a nossa. O problema está na cobrança interna de cada um. Mesmo um casal seguro pode ter inseguranças individuais e isso para os homens é bem complicado.
      Essa minha segurança vem de antes do swing e antes até de ter uma relação com a Marina. Carregamos nossos monstros emocionais desde cedo e precisamos trabalhar com cada um deles. Um homem que pensa ter um pau pequeno por exemplo, ele não começa a pensar isso quando entra para o meio liberal, ele traz consigo essa ideia desde cedo, da adolescência e superar isso é algo fundamental para poder aproveitar bem o que o meio liberal proporciona.
      Como falei no post, existem casos que apenas com terapia podem ser superados, mas existem outros que podemos superar através de exercícios mentais atrelados com o estímulo sexual.
      Os exemplos que você citou, são exatamente o que me refiro à fatores emocionais. Precisam ser identificados e trabalhados para que sejam superados.
      Abraço!

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      • exatamente Márcio, mas segurança que quis me referir é justamente no conjunto do que o termo permite abranger. Rasgando um pouco a seda de vocês: vejo os comentários e tal sobre vocês “casal bonito, etc, etc ” mas voces são do tipo que a falta de elogio ou comentário não significa exatamente nada, não dependem do alheio, nem do externo, conhecem-se e amam-se como são, do que são e sempre que são… pessoal leva muitas amarras ainda pra esse meio e isso porque só vemos aqui os relatos “superficiais”… tipo, imagine-se o que não rola de “ressaca moral” pós momentos desses inseguros… deprê total provavelmente,e vão empurrando pra baixo do tapete..afinal de contas (sobretudo os homens) : não pode mostrar fraqueza…rsrsrs!! Mas obrigado pela réplica e espero que goste da tréplica..rsrs Abraços!

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        • Gostei sim.
          O ponto é que mesmo a questão emocional para gerar mudança, precisa treino e tempo, precisamos treinar nossa mente para superar essas barreiras que você colocou como exemplo.
          É algo mental mesmo, não existe uma receita simples, um remédio que se tome e blim, pronto, toda a ressaca moral foi embora.
          Por isso comentei que existem casos que somente uma ajuda profissional de um psicólogo irá resolver o problema.

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