O Que É Swing

Swing É Assim Mesmo

Outro dia um single perguntou se nas nossas festas rola sexo; sim, rola, respondemos.

— Mas os casais vão transar comigo? Senão não vou…

Esse é um pensamento típico que muita gente tem sobre o swing. E por incrível que pareça, não são só os PB´s que pensam dessa forma, já ouvi vários swingers reclamando que o swing anda nutela demais. Na verdade, eu já fui uma dessas. Inclusive tem um monte de posts aqui no blog (mais antigos) onde eu reclamo que o meio liberal não tem mais sexo.

Nosso objetivo no swing há 15 anos era transar. A gente saía de casa com a única intenção de brincar com alguém, sem trocar um dedinho de conversa, sem pegar contato. Ser chamado pro churrasco na casa de alguém do swing? Deus me livre! Por isso, ir num lugar swinger onde não tinha oportunidade de transar era dispensável. E é por isso também que eu entendo perfeitamente quando alguém reclama que não tem mais sexo no swing. Mas será que quem reclama está sabendo porquê reclama?

Sim, caros leitores, é raro alguém ter consciência dos porquês de agir de determinada maneira. A gente (me incluo nessa porque sou humana como qualquer um de vocês) costuma ter noção do que fez quando já passou; às vezes, muito tempo depois. Isso se tivermos coragem de olhar pra trás e analisar as coisas, caso contrário a gente só segue e deixa pra lá.

Momentos

E como a vida é feita de momentos, tem horas que tá tudo bem, tem horas que tá tudo ruim. Tem vezes que a gente só quer transar, tem vezes que a gente só quer dançar. E até entender que swinger não tem que transar toda vez que vai pro swing, leva tempo. Até lá, fazemos aquilo que nos dizem pra fazer ou deixamos acontecer do jeito que ouvimos falar que isso é swing.

Daí que qualquer um enfia o dedo na buceta e a gente acha que swing é assim mesmo. Pra ir ao banheiro numa casa de swing rola um corredor polonês e a gente acha que swing é assim mesmo. Todo mundo toma balinha na festa e a gente toma também, afinal, swing é assim mesmo. Quase sempre mulher pega mulher e a gente acha que tem que virar bissexual, afinal, swing é assim mesmo.

E quando você reclama de uma passada de mão não autorizada, ainda viram pra você e diz “swing é assim mesmo”. Como se um swinger fosse alguém que a pessoa pagou pra servir de depósito, corrimão e boneco inflável, inteiramente à disposição do outro.

Swing não é assim mesmo

Agora, ir para o swing achando que a foda tá garantida pode ser a maior frustração. Porque por mais que nós, swingers, sejamos livres para transar, tem vezes que a gente não está afim. Simples assim. E aí a pessoa fica lá, andando de um lado pro outro atrás de cada mulher que vê entrando no reservado – tipo walking dead – porque se não der uma trepada a noite foi perdida… Chega a dar dó de quem pensa assim…

Pior é quando a noite tá acabando, o cara entra em desespero e sai passando a mão em todo mundo, atirando pra todo lado, forçando as mulheres a pegarem no pau dele… (quantas vezes eu já vi isso!). Pára, né? Aviso aos navegantes: foda garantida só a paga. No swing, todo mundo tem direito que dizer ‘não’ quando bem entender, até mesmo para transar.

O que a gente vê nas casas de swing e baladas liberais é referente ao mundo liberal. E passou pro liberal, meu amor, cada um faz o que acha melhor pra si. Tem quem goste de dedada, quem entre em corredor polonês e quem encha a cara de droga. Resumindo: não é porque um grupo de swingers gosta de determinada coisa que você vai dizer que swing é assim mesmo. Swing é troca de casais; fora disso, é liberal. Não é porque você é swinger que você tem que transar com todo mundo.

Quanto mais você entrar nesse mundo liberal, que envolve swing, menage e tantas outras práticas, melhor entenderá a diferença (sutil, mas importante) entre as duas coisas.

Beijossssssssss

6 comentários sobre “Swing É Assim Mesmo

  • Bom dia Marina e Marcio. Primeiramente, parabéns pelo seu blog. Sempre com assuntos pertinentes!! Eu e minha esposa passamos a acompanhar semanalmente. Nessa semana, em visita a uma casa de swing, aconteceu exatamente o que vcs narraram no texto. Um frenesi, estérico dos singles (masculinos), que se aglomeravam como urubus, a cada movimento meu e da minha esposa ou de outros casais que se encontravam na casa. Chegava a ser constrangedor, pois realmente não nos deixavam em paz. Somos iniciantes no mundo liberal, e ainda estamos nos conhecendo, experimentando nossos limites e preferências. Fica muito dificil qdo esse tipo de coisa acontece, pois, pode passar uma imagem equivocada do que seria o “mundo do swing” , afastando novos casais que estejam tentando conhecer. Nossa sorte, é que já conhecemos outra casa (BC) e a experiência foi totalmente diferente. Pelo que percebo, muitas pessoas procuram a casa de swing para observar. Fica parecendo até um zoológico sabe. Se tem alguem transando, todo mundo corre para pra ver. Não interagem de qualquer forma! Nossa experiência em BC foi muito mais “orgânica”, não fizemos troca, mas ficamos muito a vontade, já que todo mundo que estava na casa estava curtindo de alguma forma, sem se preocupar muito com que o outro estava fazenda – ou não. Não sei se já passaram por essa experiência… Mas fica aqui meu desabafo kkkk
    Enfim.. Parabéns pelo contéudo.

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    • Infelizmente já passamos por isso sim, difícil algum casal que não tenha visto esse comportamento.

      Imagino que pra um exibicionista seja até interessante ter um monte de gente olhando, mas no geral, essa “perseguição” de singles pra cima e pra baixo incomoda.

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  • Olá meus caros.
    Não me lembro se já fiz essa pergunta, mas vamos lá. Existe algum ou alguns grupo de swing com se fosse um “clube”, mais fechado e sempre os mesmos casais que participam das festas?
    Um abraço.

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    • Vc ainda não perguntou, mas existem sim. Desde uns menores, tipo 4,6 casais, até grandes grupos de 150, 200 casais.

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        • Esse é o problema: como são grupos fechados, a ideia é que ninguém fique sabendo que eles existem. Ou pelo menos, só sabe quem os grupos querem que faça parte. Quem não atende aos “requisitos” pra entrar, nunca nem fica sabendo. Muito menos é convidado. Daí a minha certa objeção a grupos muito fechados, já que não refletem o que eu penso sobre swing: liberdade, variedade, é para todos…

          Ao mesmo tempo, entendo perfeitamente quem prefira se relacionar sexualmente apenas com conhecidos ou indicados. Sei que privacidade e segurança são muito importantes pra muita gente.

          O que me leva de volta ao primeiro ponto: só encontra quem tem que encontrar.

          Ainda assim, algumas coisas podem contribuir pra que um desses grupos te encontre:
          – frequentar baladas, festas, casas de swing – mesmo que não seja a sua preferência, sempre pode ter alguém que conhece alguém, que conhece alguém… que pode estar lá no mesmo dia que você.
          – querer mais do que sexo – foi numa casa e não conhece ninguém? Não saia sem tentar uma conversa com alguém e não esqueça de trocar contatos para ser encontrado no futuro.

          Mais cedo ou mais tarde acontece.

          Beijosssssssss

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