Coluna Marina

O Que Aprendi Sobre Paixão no Swing

Acontece. Vem e vai.

Não por causa do sexo, nem pela falta dele.

Não por falta de amor, nem por excesso.

Não existe blindagem, isso é bobagem.

Ninguém é robô para não sentir nada durante uma relação sexual, ainda que casual.

Se você se apaixona por todo mundo com quem troca, o problema não é o swing, nem a paixão: é você.

Se apaixonar no meio liberal é considerado um pecado tão grave quanto a traição sexual para os PB´s.

O que mais alimenta uma paixão é não conhecer a pessoa-alvo da paixão.

Alinhe com sua parceria como vocês vão lidar com a paixão no meio, mas lembre-se que ser liberal tem a ver com liberdade de ser quem se é; mesmo não sendo aquilo que você quer que a parceria seja.

O veto do desejo alheio é uma das formas mais duras de castração; vindo de um casal liberal, pode ser fatal. O seu veto pode destruir para sempre o tesão da sua parceria. E depois você vai se questionar “porque ela não quer mais ir pro swing…” Pior: “porque ela não quer mais transar comigo…”

O que separa um casal não é se apaixonar por outro, é achar que amor é posse e que um tem direitos sobre o outro.

A paixão vem intensa e acaba do nada. Amor é constante e permanece.

Não tenha medo de se apaixonar, tenha medo de não amar.

Swingers se apaixonam sim, aprenda a viver com essa possibilidade.

Uma vida sem paixões não é digna de ser vivida. E se apaixonar por alguém não faz de você um mau caráter; te torna humano.

O que você faz com as coisas que sente é que determina se você é uma pessoa “boa” ou “má”.

Uma ótima semana!

Beijossssssssssss

2 comentários sobre “O Que Aprendi Sobre Paixão no Swing

  • Ah, as paixões.
    Elas movem o mundo!
    Tema muito polêmico quando falamos de paixão por outro dentro de um relacionamento amoroso.
    Realmente não temos controle sobre as emoções. Como você disse, não temos controle, mas podemos controlar as ações que teremos a partir desse sentimento.
    E é justamente aí que as coisas podem se complicar, afinal, a paixão nos cega e como decidir as ações corretas se a única coisa que temos na nossa cabeçe é aquela pessoa?
    Não é fácil ver o parceiro apaixonado por outro, ver o outro ser chamado de amor da vida dela, ver a outra pessoa sendo colocada no mesmo nível ou acima de alguém que está ali junto há anos.
    O que surge ao vermos o parceiro apaixonado por outra pessoa também são sentimentos. Eassim como o sentimento da paixão, não tem como ser controlado.
    Temos que entender e aceitar a liberdade do parceiro se apaixonar por outro, mas também temos que entender e aceitar as reações e sentimentos que o parceira terá ao nos ver apaixonado.
    Buscamos a liberdade, mas muitas vezes somos ditadores em querer definir o que os outros devem sentir com as nossas atitudes de liberdade.
    O que posso dizer como alguém que já passou por isso, não é fácil, doi, doi muito ver uma outra pessoa se tornar prioridade de alguém que você ama. Aparecem dúvidas, questões sobre escolhas do passado, insegurança em algo que achava estar tão sólido, insegurança sobre o futuro.
    Como lidar? Tentar entender e se fazer ser entendido. Conversar com uma real sinceridade, chorar, buscar ajuda, respirar fundo e viver o presente, um dia de cada vez e torcer para que um dia passe e tudo volte a ser como era e torcer para que isso seja realmente possível.

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