Gente Que Não é Do Meio
Não é de hoje que ouço comentários sobre casas de swing dizendo que não vai em determinado lugar porque “tem muita gente que não é do meio“. Me bate uma certa indignação com esse tipo de fala porque dá a entender que quem é do meio (do swing) não se mistura com quem não é. Na verdade, é bem controverso quando um swinger se recusa a ir numa casa de swing que “tem muita gente que não é do meio“, já que um dos maiores objetivos do swing é variar os parceiros sexuais.
Ou seja, qual é a graça de ir em casa de swing quando se vê as mesmas pessoas sempre? E quando todos tiverem transado com todos, a casa já pode fechar as portas, porque acabou o swing? Claro que não, amores. O swing existe e ponto. Existia antes da Marina, antes de você, antes das almas superiores que são do meio e continuará existindo depois de todos nós. O que a gente vai fazer com o swing, pelo swing e para o swing é o que conta, no fim das contas.
No último Curso para Casais Liberais um casal comentou que não queria entrar no CRS*, nunca na vida. Porque um dia encontrou alguém de lá, que falou que lá só entrava quem era do meio, que só os melhores dos melhores estão lá, que só isso… e só aquilo… de maneira tão prepotente que o casal respondeu “muito obrigado, não queremos fazer parte desse desvaneio” e recusaram o convite. Depois que explicamos corretamente do que se tratava e como se usava o site, o casal entrou no CRS e está se divertindo lá até hoje!
Entendem o ponto problemático de quem se orgulha em “ser do meio“? Não é ser do swing, nem achar legal fazer parte de algo diferente. É usar isso como arma pra basear sua prepotência – que faz parte da personalidade da pessoa prepotente – dificilmente ela será outra coisa no meio, no trabalho, em casa… em qualquer lugar. E como já disse algumas vezes por aqui, o swing é feito de pessoas, portanto é sim um reflexo da sociedade – o que tem de bom e de ruim no mundo PB, vai ter no swing também.
Quanto antes entendermos que o “meio” precisa ser renovado, melhor para nós mesmos, “do meio”. Antes de Marina e Marcio havia Richard e Suelen, que entendiam essa roda maravilhosa que é o swing exatamente como nós. Promoviam encontros de “gente do meio” com “gente que não é do meio“, respondiam dúvidas dos novatos, acompanhavam essas pessoas em casas de swing. E depois de Marina e Marcio certamente virão outros, que darão continuidade ao espírito de renovação – porque o tempo passa igualmente pra todos.
Estávamos conversando com alguns casais “do meio” sobre uma festa que estava pra acontecer.
— E aí, vocês vão? — nós perguntamos.
— Não, não vamos. Já fomos duas vezes, são sempre as mesmas pessoas, nunca tem gente nova.
O mesmo aconteceu quando um dos maiores sites de swing resolveu entrar de parceria com uma das maiores festas do carnaval: só podia ir na festa quem fosse membro do site. A adesão foi bem fraca, sabem porque? São as mesmas pessoas, o tempo todo, só “gente do meio”.
Pra terminar, meus amores, pergunto: que nome se dá a “gente que não é do meio” senão “iniciante”? Ei, psiu, você que “se acha” o fodão porque é “do meio”, me diz quando foi a primeira vez que entrou em contato com “o meio”? Se sua resposta não foi “assim que eu nasci”, então, meu bem, você já foi “gente que não é do meio”. Pára de cuspir no prato que comeu porque, como diria minha vó, isso é muito feio, mocinho! kkkkkk!
Então, gente, seja em casa de swing, seja em balada liberal ou em festinha fechada, a gente pode fazer mais pelo swing do que ser “do meio”. Se você está no swing é porque se beneficia dele de alguma forma, então que tal começar a retribuir o favor que alguém te fez um dia e ser mais compreensivo com os iniciantes, afinal, todos nós “do meio” já fomos “gente que não é do meio”.
Beijosssssssss
*CRS – site de swing somente para convidados.
Acredito que vcs interpretaram de forma equivocada o “gente que não é do meio”. Até onde eu saiba, isso não se refere à casais novatos, mas sim, aquelas pessoas que realmente não são do meio, tipo balada que sai arrastando grupo de meninas pra encher a pista. Homens que de alguma forma conseguem entrar com amiga (ou as vezes desconhecida em troca de pagar a balada, coisa que já vi acontecendo) pra entrar lá e ficar tentando “se aproveitar da mulher dos trouxas”. Este tipo de gente que realmente não é do meio e ta lá pra dar uma de esperto.
Pelo que sempre escuto falar de pontos negativos de clubes estão sempre os pontos: segurança ( como colocou ali o DirtyDancing), exposição e assédios de aproveitadores. A exposição sempre foi um ponto de questionamento quando falamos da parte onde podemos encontrar conhecidos, bom, se acontecer com um casal de fato conhecido ótimo, estão no mesmo barco, mas o comum é homens casados levarem amantes ou prostitutas para tentarem se aproveitar de esposas. Digo tentarem porque normalmente , salvo se forem ótimos atores, estes casais falsos sao perceptíveis. O problema é quando este homem casado é um parente, amigo, colega de trabalho etc. Para casais que querem 100% de anonimato é um risco que tem peso considerável.
Enfim, já fui inúmeras vezes, nunca esbarrei com conhecido algum e curti muito, mas não vejo mal algum se o casal que não quer correr risco de exposição ou pelo menos minimizar ao máximo esta questão, evitar clubes. Creio que interação no swing é fundamental, mas esta precisa de critérios e estes acabam que passam pelo crivo do que cada casal quer em termos de envolvimento e exposição
abs
Casalrj99
Gente linda boa noite… Adoro ficar lendo td o que acontece no meio do swing… E sou casada a 33 anos e sempre tive vontade de conhecer esse universo…mas meu marido não curte… Fico planejando…criando coragem de ir até a inner mas acabo por abortar a idéia… Adoro esse mundo parabéns pelas orientações
Um artigo cheio de julgamentos e críticas sem análise da contra-argumentação. Não tenho esse “preconceito” com casas de swing, mas entendo perfeitamente os que preferem não ir por conta de pessoas que “não são do meio”. Qual o problema? Não pode ser considerado swinger só porque a pessoa não quer se relacionar com qualquer um? E daí que são sempre os mesmos? É uma escolha e deve ser respeitada. Indignação é quando não há respeito pelas preferências do próximo.
Como contra-argumento do “qual a graça de ir em casa de swing quando se vê as mesmas pessoas sempre?”, a resposta é simples: segurança. Pessoas do mesmo círculo tendem a ser mais confiáveis. Para essas pessoas, o sexo é algo superior; aceitam a troca, desde que sejam com parceiros de qualidade e o simples fato de encarar pessoas que “não são do meio” já é motivo de inibição.
Sobre essa festa de Carnaval, você realmente acha que a “fraca adesão” acabou deixando a festa chata? Pode ser que não. Às vezes, uma festa com poucas pessoas pode ser melhor e mais prazerosa do que um mega evento na Marques de Sapucaí. A probabilidade de acontecer uma briga é muito maior.
E qual o outro nome que pode ser atribuído a pessoas que “não são do meio”? “Curiosos” e “aproveitadores” são a resposta. Existem muitos homens que se encaixam perfeitamente nesses termos. Cancelei minha conta no Sexlog por conta da encheção de saco desse tipo de gente. São esse tipo de gente que “não são do meio” que insistiam muito, se achando, mas, na verdade, só estão pensando em ter casos extraconjugais – o que condeno. Afinal, o swing é um acordo. E quem “é do meio” faz questão de introduzir o parceiro nesse estilo de vida. Esse tipo de gente que foi descrita acham que o swing só tem mulher “fácil”, porque acham que os maridos são “cornos mansos”. Se arrumam uma companheira ou irão trair ou sairão “do meio”.
O que não consigo entender é por que esses caras simplesmente não usam o Tinder para sair com alguém?
Um abraço e, por favor, leia essa crítica apenas como uma discórdia, não um ataque.
perfeitooooo tudo oque disse Marina, eu sou iniciante e o pouco que sei que me deu base para ir ate uma casa de swing aprendi aqui neste blog, imagina se não tivesse alguém disposto a compartilhar suas experiencias, suas dicas seria mais complicado rs SOLIEDARIEDADE SEMPREEEEEEEEEEEEE