Ícone do site Marina e Marcio

Contos Eróticos: a vida real virou fantasia para milhões de leitores

Sem dúvida, esse é o espaço mais lido do portal. Os contos eróticos nasceram de uma coisa muito simples: Marina e Marcio viviam experiências em clubes, festas e eventos do meio liberal e algumas delas acabavam virando histórias.

Não eram fantasias inventadas do zero. Eram experiências reais transformadas em narrativa erótica na maioria das vezes por mim, Marina, com liberdade literária, detalhes reconstruídos e, principalmente, um cuidado que sempre esteve presente desde o começo: as pessoas envolvidas eram mantidas no anonimato.

Quem viveu aquela história podia se reconhecer. Os outros, não. E essa diferença sempre foi importante para nós.

“Eu já virei conto no blog”

Com o tempo, uma frase começou a aparecer entre pessoas que cruzavam nosso caminho no meio liberal:

“Eu já virei conto no blog da Marina e do Marcio.”

E, curiosamente, muita gente dizia isso com orgulho. Para alguns, virar personagem de um conto nosso era quase um cartão de visita. Uma memória daquela noite ganhava outra vida, agora registrada em palavras e lida por milhares de pessoas.

Mas existia também o outro lado. Já ouvimos pessoas brincando – e outras falando bastante sério – que tinham medo de transar com a gente porque poderiam “virar conto no blog”.

Nós contávamos uma experiência que também era nossa, mas preservávamos a identidade de quem estava nela. Não havia nome, profissão, perfil, fotografia ou qualquer informação colocada ali com a intenção de revelar quem era aquela pessoa.

Se alguém se reconhecia no texto, o poder continuava nas mãos dela. Podia chegar para os amigos e dizer:

“Esse sou eu.”

Ou podia simplesmente terminar a leitura, sorrir e nunca contar para ninguém. A escolha sempre foi de quem estava do outro lado da história.

Histórias reais, personagens anônimos

Talvez justamente por serem baseados em experiências reais os contos tenham criado tanta identificação.

Algumas dessas histórias envolveram pessoas completamente anônimas. Outras envolveram gente bastante conhecida publicamente. E todas passaram pelo mesmo princípio: para o leitor, eram personagens.

Não importava se aquela pessoa tinha dez seguidores ou milhões deles. O conto precisava funcionar como conto. Quem sabia, sabia. Quem não sabia podia imaginar.

E, convenhamos, a imaginação sempre fez a maior parte do trabalho!

Mais de 10 milhões de leituras

Ao longo dos anos, os contos ultrapassaram 10 milhões de leituras. E esse número expressa muito bem o papel que eles tiveram na história do portal Marina e Marcio.

Muita gente chegou até nós por causa deles. Alguns procuravam uma história específica. Outros chegavam pelo Google, começavam em um conto e, quando percebiam, já estavam lendo o terceiro, o quarto, o quinto.

Algumas histórias dispararam muito acima das demais e se tornaram verdadeiros clássicos entre quem acompanha o portal até hoje.

E sabe o que é interessante nisso? Cada leitor lê o mesmo conto de um lugar diferente.



Tem quem queira ser a Marina

Os contos não terminavam necessariamente na última linha publicada no portal. Às vezes eles continuavam na imaginação de alguém. Às vezes continuavam na cama de um casal. E, em alguns casos, viravam inspiração para um novo texto escrito por quem até então nunca tinha pensado em colocar suas fantasias no papel.

Durante todos esses anos, recebemos relatos muito diferentes sobre como as pessoas consumiam aquelas histórias.

E provavelmente uma das coisas que mais gostamos de descobrir ao longo dos anos foi que algumas pessoas começaram a escrever suas próprias histórias depois de ler as nossas.

A escrita também excitava quem escrevia

E a gente não pode deixar de fora uma parte importante dessa história – que pode ser uma explicação do por quê esses textos funcionam tão bem pra muita gente ainda hoje: a escrita erótica era uma forma de viver novamente a experiência.

Escolher uma lembrança, reconstruir uma cena, buscar sensações, lembrar de um olhar, de uma aproximação, de alguma frase dita naquela noite… Escrever também fazia parte do meu próprio conteúdo erótico.

Por isso sempre dizemos que era uma via de mão dupla. Enquanto aqueles textos alimentavam fantasias de quem estava lendo, a própria escrita alimentava o erotismo de quem estava contando.

Eu não sabia na época, mas anos depois a ciência encontraria evidências para algo que já sentia toda vez que transformava uma experiência em conto. Estudos experimentais mostram que criar fantasias e narrativas eróticas pode aumentar a excitação, o desejo e até o prazer sexual.

Ao construir uma narrativa erótica, a pessoa direciona a atenção para imagens, lembranças, sensações e situações sexualmente relevantes. Isso pode colocar o cérebro num contexto favorável ao desejo responsivo, ou seja, o desejo que surge depois que algum estímulo erótico já começou, e não necessariamente antes dele. (referência https://academic.oup.com/jsm/article-abstract/23/5/qdag097/8658485?utm_source=chatgpt.com&login=false)

Uma parte da história do portal

Olhando para trás, é impossível contar os 15 anos do portal sem falar dos contos.

Eles atravessaram uma época em que nós ainda não mostrávamos nossos rostos, ajudaram milhares de pessoas a chegar até aqui e criaram uma relação curiosamente íntima entre quem escrevia e quem lia.

Alguns leitores nunca souberam quem eram os personagens. Alguns sabiam perfeitamente. Alguns eram os próprios personagens!

Durante anos, Marina e Marcio viveram histórias no meio liberal. Eu coloquei algumas delas no papel e milhões de pessoas imaginaram o resto.

Conta nos comentários, que tipo de leitor você é quando lê nossos contos? Você se imagina no papel da Marina? Do Marcio? De quem estava com a gente? Lê com sua parceira? Manda pra alguém?

Você também faz parte desses 15 anos de história!

Beijossssssssss

Sair da versão mobile