Queridos, taí um assunto que vira e mexe volta à tona quando a gente fala de swing porque muitas pessoas imaginam que seja impossível manter uma relação a três ou quatro sem que o ciúme apareça firme e forte pra atrapalhar a diversão. Pensando nisso – e também porque eu sofro com esse mal (sim, pra mim isso é um mal!) – deixa eu escrever algumas verdades sobre o ciúme.
Em primeiro lugar, é preciso entender que o ciúme é um sentimento egoísta, ou seja, está dentro da cabeça de quem sente; porém ele afeta todos os outros ao redor da pessoa ciumenta, é por isso que este é um assunto tão polêmico e tão discutido durante toda a vida, em todo lugar.
Ele (o ciúme) aparece logo cedo, quando somos crianças, toda vez que uma terceira pessoa entra na “briga” pelo outro. É assim quando chega um irmão pra competir pelo amor dos pais, é assim quando chega um colega de escola pra competir pelo amor da menininha, é assim quando chega um amigo do melhor amigo.
A vida inteira é feita de interações sociais e o ciumento sofre toda vez que alguém (ou algum objeto) chama atenção do outro. E isso tanto pode ser verdade – pode ser que o outro realmente se interesse pelo terceiro elemento – quanto pode ser fantasia do ciumento, ou seja: se existir só na fantasia do ciumento, é suficiente pra que ele tome como realidade e passe a infernizar a vida do amado.
Isso acontece porque a pessoa ciumenta tem baixa auto-estima, tem um alto grau de imaturidade emocional e acaba por refletir na pessoa amada os seus próprios sentimentos de inferioridade. Deixa eu explicar melhor: quem sente ciúme não tem a menor intenção de proteger o amado, ele quer proteger a si mesmo! O ciúme é egoísta e só diz respeito ao próprio eu, numa tentativa de não se magoar, de não se sentir inferiorizado, de não ser substituído.
Não importa o quanto a pessoa amada faça por merecer ela nunca será digna de confiança porque o problema não é com ela, é com quem sente ciúme. Eu sei, eu sei, os ciumentos de plantão vão bater o pé e não vão aceitar essa verdade, vão dizer que eles tem motivo pra desconfiar do outro, que eles só querem o bem do outro, que isso, que aquilo. Isso é normal porque as questões psicológicas só podem ser amenizadas quando a pessoa está pronta para aceitar sua própria condição, seja ela qual for. Alcançar a maturidade emocional requer muito trabalho, esforço e tempo.
Tá, mas então ciúme e swing são incompatíveis? Não totalmente. Eu não me atrevo a dizer que o swing pode curar um ciumento, até porque não existe nada que suporte essa ideia; mas eu digo que o ciumento que se atreve a praticar swing está dando o primeiro passo para encarar o “problema” de frente.
Quando uma pessoa ciumenta decide ir pro swing ela já sabe que haverá um terceiro elemento no processo; mas vai assim mesmo! É preciso muita coragem para enfrentar a si mesmo, para enfrentar seus medos, seu lado mais escuro. Mas é justamente isso que começa a jogar luz na escuridão, desmistifica o medo e começa a perceber que ele mesmo não é tão inferior assim quanto ele pensava. Mas é só um primeiro passo, para aqueles que sofrem sentindo ciúme não há outro caminho senão a psicoterapia.
O parceiro deu motivo pro ciúme? O parceiro atendeu o telefonema da solteira? Ela beijou o cara com mais vigor? Ele transou com ela por mais tempo do que transa com você? Seja qual for o motivo, o problema não é do outro (ok, vai, tem vezes que é do outro mesmo porque o outro é um canalha sem vergonha!) o problema está em você. Sentiu ciúme? Reveja a si mesmo, tente entender o que está acontecendo com você, se a raiva que você está sentindo é mesmo do outro ou é de si mesmo. Tente resolver o quanto antes, pois quanto mais você demorar pra enfrentar seus medos maiores eles vão ficar.
Beijosssssssss

