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Swing na Cama do Casal

swing na cama

swing na cama

Entre as multifacetas comportamentais do swing, entender porque alguns casais nunca fariam sexo com outras pessoas na própria cama é uma das mais interessantes. Até porque não existe uma regra propriamente dita nesse sentido (depois de 3 trocadas já pode levar pra casa kkkkkk) e como cada cabeça é uma sentença, não tem como encontrar unanimidade entre os swingers.

Como de costume, gosto de começar os assuntos a partir daquilo que vivemos, e na hora de transformar o swing em estilo de vida, nós demoramos um bom tempo antes de levar algum casal para nossa cama. Claro que o fato de termos filhos colaborou para a demora, mas no fundo, era uma desculpa (e das boas, né?) para nos protegermos de nós mesmos.

A mente humana é craque em criar barreiras conscientemente bem estruturadas para se proteger do inconsciente malvado que adora apontar o dedo para as coisas mal resolvidas em cada um de nós… hehehehehe.

E pensando nisso, gostaria de dividir alguns pontos sobre fazer swing na própria cama com vocês:

Pré – conceitos

É aquela coisa que você sempre acreditou mas não faz a menor ideia do porquê. Conhecem a história do peru de natal assado dividido? Era uma vez uma família cuja tradição era assar o peru de natal dividido, e não inteiro como de costume. Até que alguém perguntou “porquê” e descobriu-se que a pessoa mais idosa da família não tinha um forno grande suficiente, então dividia o peru para poder assar. E como ninguém perguntou nada, há anos a família comia o tal do peru dividido, mesmo tendo fornos maiores.

Tem coisas na nossa cabeça que só estão lá porque alguém colocou, não porque a gente escolheu. E no nosso caso, acreditávamos que a cama do casal era sagrada porque nossos pais diziam isso o tempo todo, quando na verdade, só diziam isso pra gente não entrar lá e ficar fazendo bagunça no quarto deles (crianças… rsrsrs). O fato de termos crescido com uma base religiosa também contribuiu para mantermos conceitos como santo e profano, casamento sagrado e cama do casal muito fortes.

Segurança

Difícil abrir as portas da casa para alguém que mal conhecemos. Mesmo rolando afinidade logo no primeiro encontro, é sensato que se conheça melhor a pessoa que colocamos para dentro de casa. Até porque, nossa casa não é apenas um lugar onde moramos.

Ela é um reflexo da nossa alma, de quem somos lá no íntimo, um espelho da nossa psique. É por isso que quando alguém invade nossa casa nos sentimos tão mal – invadiram nossa alma. E é por isso também que não convidamos qualquer um para entrar em nossa casa, sentar à nossa mesa, transar na nossa cama. É uma questão de segurança física e emocional. Abrir as pernas é fácil, abrir a alma… é outra história.

Bem Estar

Dorothy já dizia “theres no place like home” e acho que é bem por aí mesmo. Se tem um lugar onde a gente se sente confortável é em nossa própria casa e muitos casais que tem dificuldade em se soltar no swing encontram na própria cama o ambiente ideal para o sexo trocado.

Enquanto numa casa de swing eles se sentem acuados, tímidos ou mesmo enojados, quando o swing é na casa deles a coisa muda de figura: são confiantes, sorridentes, atrevidos. Também pudera, né? É outra coisa fazer sexo numa cama macia, com ventilação adequada, sem aqueles indivíduos que não foram convidados para a transa querendo tirar uma lasquinha… até eu que sou mais boba prefiro assim!

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A vivência no swing nos dá material para revermos todos os nossos conceitos: manter os que achamos necessários, descartar os que não fazem sentido e reconstruir aqueles que podem ser melhorados. Não precisa mudar tudo, desde que você entenda porquê faz o que faz, porquê pensa o que pensa, porquê decide o que decide, a vida flui.

Nós fizemos swing na nossa cama apenas duas vezes em todos esses anos e já passamos por diversas formas de pensar: nossa cama é sagrada, nossa cama é só nossa, nossa cama é mais gostosa, nossa cama dá mais tesão… hoje, sabemos que preferimos a cama só para nós. E não, não é coisa do passado: é um conceito que foi revisto, testado e escolhido dentro daquilo que nos faz bem. Afinal, é isso o que importa no swing: estar em paz com as próprias escolhas.

Beijosssssssssssss

 

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