Sim, queridos leitores, achei incrível ter que colocar um título desses, mas a verdade é que lutamos tanto para desmistificar o swing que as pessoas andam esquecendo que swing é sexo. Não é só sexo, claro, mas sem uma transa trocada entre casais fica bem difícil dizer que existe swing. E talvez – apenas talvez – um dos motivos seja a diferença entre homens e mulheres quando o assunto é sexo.
Por mais que nós, mulheres, gostemos de transar, os homens saem na frente nesse quesito porque eles não só gostam de sexo: eles adoram! O pastor Cláudio já dizia que a cabeça do homem é dividida em várias caixas mas existem duas grandes – uma delas é a caixa do nada, a outra é a caixa do sexo. Grandes, enormes! rsrsrsrs. Já a mulher não tem caixa na cabeça, é tudo fio desencapado e quando um encosta no outro… sai de baixo!
Esses dias eu vi o Dr. José Bento – adoro ele! – dizer que homem pensa em sexo 10 vezes por dia – a mulher pensa 3 vezes por semana! Bom, acho que estou fora da normalidade (que novidade…) porque eu penso em sexo todo dia, e gosto de sexo todo dia, só não faço todo dia porque acabo ficando muito cansada. De qualquer forma, fiquei pensando que não dá pra ser swinger e não gostar de sexo.
Aliás, não basta gostar, tem que querer fazer sexo senão o swing fica sem propósito. Ta bom, as festas são legais, dançar é legal, beber é legal, ver gente transando é legal mas se não acender uma faísca de tesão com tudo isso não vejo muito sentido em dizer que faz swing.
O meio liberal não é preconceituoso nesse aspecto porque todos os casais são bem vindos, mesmo aqueles que não fazem troca ou querem só olhar. Mas eu sei de gente que não transa porque não sente um pingo de vontade. Será que o swing é o lugar deles então? Porque dançar e beber a gente faz em qualquer lugar, ver gente transando é só alugar um filme pornô.
Talvez seja por isso que as festas de swing estão cada vez mais PB – sem sexo. Foi-se o tempo que as mulheres iam para os clubes praticamente nuas, com lingeries à mostra ou fantasias eróticas. E se soltavam mais facilmente porque já saíam de casa prontas para o sexo. Hoje, as mulheres usam vestidos que seriam aceitos em qualquer outro tipo de balada. Já saímos de casa pensando “…se tiver vontade… se encontrar alguém… se… se…” e não nos determinamos a querer sexo.
Sim, meus amores, ninguém é obrigado a nada. Se não quiser fazer sexo com outras pessoas tá tudo certo, mas nem com o próprio parceiro? Vai pra casa de swing e nem entra numa cabine pra fazer o maridão feliz? Sei lá, eu acho isso demais, quer dizer: de “menos”. Fica parecendo aquela propaganda “que casalzinho desanimado, sem vontade de viver…” rsrsrsrs.
Companheiras: já que pensamos em sexo apenas 3 vezes por semana, que tal reservarmos o dia de ir pro swing para ser um deles? Quando a gente já pensa no que vai fazer fica mais fácil de fazer de verdade. E não podemos esquecer dos nossos maridos, coitados, que já devem ter pensado numas 40 posições diferentes para transar com a gente – e com as outras (kkkkkk!). Swing, meus amores, é sexo trocado. Sem isso, é só uma noite diferentona do normal.
Beijossssssssssss

