Hoje me senti triste, cabisbaixa, sem muita vontade de fazer qualquer coisa. Não aconteceu nada de específico, sabe, só um daqueles dias em que você se olha no espelho e não se reconhece ali. Daí comecei a imaginar como eu estaria daqui a 10 anos e lembrei que costumamos conversar com nossos amigos sobre a vida útil de um swinger.
Convenhamos que a medicina deu uma força quando lançou o viagra porque uma das principais reclamações era justamente que chega uma hora que o menino não quer mais sair pra brincar. Aliás, ele ainda quer, só não consegue mais. kkkkkkk. Para as mulheres, vaidosas confessas, já há muito tempo os procedimentos estéticos tem dado aquela mãozinha para que continuem – ou pelo menos tentem – como quando jovens.
Mas a realidade é que o tempo passa. E ponto. E tudo passa junto com ele, inclusive a gente. Tanto eu quanto o Marcio já não temos mais o mesmo tesão de quando começamos no swing, nem temos mais o mesmo pique de ficar a noite toda dançando e transando de quando começamos. O que será que vem depois? Vamos deixar de ir nas baladas liberais? O sexo vai ficar menos frequente? Será que ainda seremos desejados por outros? Ah, gente, essas perguntas são normais e só não as faz quem não tem planos de viver o máximo possível, né? rsrsrs
Este fim de semana fizemos um programinha super bacana, sem balada liberal, só amigos mais chegados e um jantarzinho – e sexo, claro! E soubemos de outro grupo de amigos que fez a mesma coisa, só aqueles mais chegados, nada de balada liberal. E tenho certeza que muitos outros fizeram a mesma coisa, pequenas reuniões com amigos que pensam como nós, longe das casas de swing, longe da badalação das pistas, longe do volume alto de músicas dançantes. E sabe o que? Foi fan-tás-ti-co!
Não sei se dá pra dizer que o swinger tem vida útil curta como já ouvi algumas vezes. Quem diz isso se baseia na ideia de que só é swinger quem vai na balada liberal ou quem transa diversas vezes numa noite. Eu não acredito que isso é ser swinger.
Swing é trocar de casais e qualquer um pode fazer isso. Se transar uma única vez trocado – pronto, já fez swing, já é swinger. Agora imaginem os casais que são swingers desde cedo, acham mesmo que eles vão deixar de ser só porque o tempo passou? Eu também não… rsrsrsrs.
As mudanças acontecem nos ambientes que frequentamos, nas pessoas com quem nos relacionamos e nas preferências que cultivamos. O nosso pensamento, esse que já tivemos que mudar para fazer parte do mundo colorido, não volta a ser preto e branco. Vida útil de swing? Enquanto viver, se deus quiser!!
Beijosssssssss