Cada ano o período de carnaval é marcado por alguma coisa: às vezes é um amigo que conhecemos, outras vezes é a chuva que não deu trégua. Dessa vez, o que mais marcou o carnaval pra gente não foram as festas temáticas nem as praias incríveis, mas um assunto em especial que esteve presente em 90% das conversas: o que o uso de drogas ilícitas está fazendo com o swing.
É de conhecimento geral que rola todo tipo de drogas em baladas (sejam SW, sejam PB) e todo mundo conhece alguém que usa, ou vende, ou doa pros amigos. Fato. Não vou entrar na questão da licitude da coisa nem na questão de ser saudável ou não porque acredito que cada um faz com a sua vida o que acha melhor, não cabe a mim (nem a ninguém, ta?) julgar qualquer coisa baseado em preferências e gostos pessoais.
Mas a pergunta que não quer calar é até que ponto as drogas influenciam no sexo? E se as drogas influenciam o desempenho sexual porque elas estão ganhando tanto espaço dentro do swing, que, teoricamente tem o sexo como seu ponto alto? Difícil responder essas perguntas, eu acho que nem vou conseguir… mas o que eu posso fazer por vocês é contar sobre o que vivemos, vimos e ouvimos no meio liberal.
Uma vez fomos convidados para uma festa de casais swingers, e os donos da casa já avisaram que haveria maconha pra todos. Acabamos não indo porque não conseguimos vôo na data, mas depois perguntamos como foi, estávamos curiosos! “Bom, todo mundo experimentou a droga, ficou muito louco e não teve sexo”. Também já cansamos de ouvir relatos de after (prática comum hoje em dia que prolonga a noite, emendando o fim da balada no começo de outra festa em outro lugar como motel, casa de alguém ou praia) onde os casais ficam até meio dia ou mais e não fazem swing. “A gente dança, conversa, ri… mas sexo? Nada… “ é o que mais ouvimos de mulheres que já participaram de afters.
Mas o que mais sentimos na pele é que o timing de quem usa drogas fica bem diferente de quem não usa. Nós, por exemplo, não conseguimos passar a noite inteira sem dormir, principalmente depois de uma semana de trabalho acordando cedo. Quando o relógio bate 5 da manhã a gente já está querendo cama faz tempo! Isso quer dizer que se quisermos ter uma noite de swing não dá pra ficar enrolando, entre 1 e 2 da manhã já estamos caçando companhia sexual. Mas quem usa drogas tem outro ritmo, por vezes chega na balada lá pela 1 da manhã e vai pensar em sexo depois das 5, quando a gente já está indo embora – se ainda não fomos… rsrsrs! O timing é diferente, completamente.
E essa, na verdade, foi a principal reclamação do carnaval: quem está entrando nas drogas está saindo do swing. Não sei se concordo totalmente com essa frase, justamente por causa do que expliquei acima, pois quem não é usuário não acompanha o ritmo de quem faz uso, consequentemente pode acreditar que não tem mais sexo quando as drogas entram na jogada.
Se é verdade eu não sei porque nunca tive pique pra acompanhar uma galera usuária e ver o que de fato acontece depois, mas posso afirmar que tem muito casal do swing entrando nessa vibe. Em São Paulo isso é comum há tempos, em Santa Catarina isso é novidade, acho que até por isso foi um assunto tão falado nesse carnaval. Tem até quem levante a bandeira ‘Drogas diga não, Swing diga sim’. Vejam o que eu recebi da gerência do Viber Club em Balneário Camboriú:
Para segurança de todos é proibido o uso de drogas no Viber Club, em caso de identificação o usuário será convidado a se retirar imediatamente. Contamos com a compreensão de todos e denúncias serão bem vindas e tratadas de forma anônima.
Aqui em São Paulo, as casas de swing e baladas liberais viraram pontos de encontro entre vendedores e consumidores, muitas vezes com o consentimento dos proprietários e promoters. As festas fechadas então… tem sido um paraíso liberal, tanto para o sexo quanto para as drogas. Quem quer usar, vai encontrar um jeito, quem não quer, vai acabar se afastando; e assim o swing vai seguindo, formando grupos, juntando panelas, cada um em busca daquilo que acredita ser melhor para si.
Só não posso deixar de alertar meus leitores, afinal, mesmo que a gente não tenha nada contra, as drogas são ilegais. As leis do nosso país podem ser retrógradas, frouxas e pouco seguidas mas elas não deixam de ser leis e você, se estiver usando ou fornecendo – mesmo que seja doação – pode se dar mal.
“Consumir ou comercializar drogas no Brasil é crime. Porém, a legislação atual prevê punições distintas a usuário e traficante. Ao primeiro, a lei imputa três tipos de pena: advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade (de 5 a 10 meses) e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. Já a quem produz ou comercializa drogas, a lei atribui pena de 5 a 15 anos de reclusão e pagamento de multa de 500 a 1.500 reais. Cabe ao juiz determinar a finalidade da droga apreendida – se para consumo pessoal ou comercialização -, depende de inúmeros fatores, como a natureza e a quantidade da substância e os antecedentes do suposto criminoso.”
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/leis-sobre-drogas/index.shtml
Beijosssssssss

