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Inner Club

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Inner Club

Última Visita em 26.07.2017

Chegamos antes das 23:00 pra aproveitar o valor promocional (100,00; consumíveis ou com direito a uma garrafa de vinho), paramos o carro no estacionamento da casa e pediram pra que descêssemos ali na calçada mesmo. O Marcio ainda perguntou se tinha uma entrada por trás da casa de swing, mais discreta, pra que a gente não precisasse andar pela rua. Um homem disse que tinha sim uma entrada lá atrás mas que a gente podia deixar o carro ali  mesmo e que a entrada era pela rua. Não sei se ele não entendeu que a gente queria mais discrição ou se realmente só tem uma entrada… enfim. Deixa pra lá.

Não tinha fila para entrar e a distância era bem curta até a porta, fomos andando até lá. Um homem entregou uma comanda amarela pra gente e passamos pela portinha – pequena e discreta – até os caixas. Ali perguntaram o nome do casal e anunciaram o valor da noite: 100,00 consumíveis ou uma garrafa de vinho. Escolhemos o vinho e descobrimos na hora de pedir que se tratava de um frisante tinto. Nada super, mas pelo que a gente lembrava das bebidas da Inner, achamos que era uma opção melhor.

A casa não muda há séculos: ao lado da recepção tem a chapelaria, ainda com o sistema modernoso que eu acho super interessante e que a gente só viu na Inner, mas a moça continua não sendo muito simpática (pelo menos com a gente). A pista (minúscula) fica logo na sequência, com um pole dance no centro, “queijinhos” (uma espécie de tablado pra dançar ali em cima) nos cantos e vários sofás em volta. O bar (ainda bem pequeno e com umas luzes coloridas da década de 70) fica na extrema direita de quem entra, de frente pra uma jaula, e a gente passa bem do lado dessas grades pra entrar.

Não tinha tanta gente ali no ambiente da pista mas era uma quantidade interessante pro horário (uns 20 casais). Tocava um pop eletrônico, uma seleção musical bem melhor que da última vez mas ainda assim dá pra sacar que a Inner não tem nada de balada, definitivamente. Quase não tinha luz, o ambiente estava bem escuro com aquela névoa de gelo seco em toda parte (padrão de casa de swing). Sentamos numa mesinha para pedir uma bebida, mas os atendentes passavam pela gente como se não estivéssemos ali, mesmo fazendo várias vezes sinal com a mão para alguém nos atender. Quando a gente cansou de ser ignorado, o Marcio levantou da mesa e foi até o balcão fazer o pedido ele mesmo. Aproveitou e perguntou se ninguém atendia as mesas altas ao lado do bar; o rapaz disse que só atendem se a gente apertar o botão. “Que porra de botão?”

Sabem aqueles botões de atendimento que alguns bares e restaurantes tem? Você aperta e aparece alguém? Pois é, tem um botão desses nas mesas da Inner, menos naquela que a gente estava, ô azar! kkkkkk! Depois de fazermos nossos próprios pedidos, alguém trouxe um balde com o frisante e duas taças pra gente. Nem falou boa noite, olá ou qualquer outra palavra. Que bom que a gente já é veterano, senão pensaríamos que swinger é discriminado pelos próprios trabalhadores dos clubes, tamanha a frieza com que fomos tratados. Mas obviamente não é sempre assim, ficou claro que os frequentadores regulares, aqueles que já são figuras tarimbadas por lá, recebem tratamento bem melhor do que meros desconhecidos como nós. Segue o bonde! E bora olhar lá no reservado?

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Do lado esquerdo da pista tem uma porta que dá acesso ao reservado, e foi lá que entramos. Um corredor estreito e escuro como na pista de dança. A primeira saída à direita dá pra uma sala de cinema e na frente dela uma saleta com duas cabines à esquerda e o dark room à direita. Em frente mais cabines privativas e, saindo desse corredor, a gente volta na pista de dança (no fundo dela). Voltamos para o corredor inicial e seguimos em frente, passamos pelos banheiros, por mais cabines e chegamos na próxima à direita (ou seria esquerda? Já me perdi…) na sala dos véus. Um negócio (não dava pra saber se era cama ou puffe gigante) no centro, rodeado por véus, abrigava alguns casais transando.

Passamos por outro corredor com luz meio vermelha meio cor-de-rosa e chegamos na sala do ônibus. É um ônibus de verdade, estacionado ali, com os bancos, portas, degraus, tudo aquilo que a gente já está acostumado a ver no dia a dia.  Estava novinha em folha, parecia reformada, bem diferente da última vez que entramos lá. Ao lado do busão dava pra ver um novo espaço, com outro bar, outra pista e outros sofás. Este espaço é extremamente elegante, bem decorado, bem iluminado, tudo novinho que dava gosto de ver! Mas só ver, não tinha passagem pra lá, parecia só a propaganda de algo que ainda vai inaugurar (dizem as más línguas que será Inner Prime, se é verdade a gente só vai saber mais pra frente).

Voltando pelo corredor meio vermelho meio cor-de-rosa e saímos no fundão da pista de dança – um lugar com camarote (as mesmas mesinhas só que uns dois níveis acima do piso). Tem também umas cabines diferentes, encostadas na parede com as mesmas mesas e sofás do resto da casa de swing mas com uma cortina preta na frente, podendo ser fechada por quem estiver lá dentro, dando um ar de cabine “privativa”. Só o ar, porque qualquer um que queira abrir a cortina vai conseguir na maior facilidade.

Esse ambiente dava acesso ao labirinto propriamente dito. Um espaço onde só entram casais e fica um segurança na porta pra verificar isso. A gente entra num corredor muito estreito, muuuuuuuuuuuuito estreito meeeeeeeesmoooooo! E se cruzar com outro casal no sentido contrário a gente praticamente roça o corpo um no outro senão não dá pra passar. Em alguns cantos, mini cabines estrategicamente colocadas pra que esses encontros furtivos no corredor do labirinto terminem em troca de casais. No fim do labirinto uma sala coletiva mais duas ou três salinhas com portas e ventiladores pra quem quer mais privacidade. Estava cheio, muitos casais transavam na coletiva preferindo o exibicionismo à uma situação mais privada.

Se transamos? Claro, a gente sempre brinca em serviço! kkkkkkk! Mas essa história vai ficar pra um outro post.

 

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3,5 (aumento de 0,5 da última avaliação por causa do que vimos na parte nova)

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